Oftalmologia · Porto Alegre

DMRI (Degeneração Macular) em Porto Alegre

O que é DMRI?

Degeneração Macular Relacionada à Idade é uma doença da retina central (mácula) que afeta principalmente pessoas acima de 60 anos e compromete a visão central — a parte que a gente usa pra ler, dirigir e reconhecer rostos.

A DMRI é a principal causa de perda de visão central em pessoas acima de 60 anos. Existem duas formas: a seca (mais comum, evolução lenta) e a úmida (menos comum, mais agressiva — com formação de vasos anormais sob a retina).

Sinais de alerta

  • Linhas retas que aparecem tortas (teste de Amsler alterado).
  • Mancha escura ou borrada no centro da visão.
  • Dificuldade pra reconhecer rostos e ler.
  • Cores parecendo desbotadas.

Diagnóstico

Mapeamento de retina com dilatação da pupila e OCT (tomografia de coerência óptica) da mácula. Em casos selecionados, angiografia com contraste. Esses exames diferenciam a forma seca da úmida — o que muda completamente a conduta.

Tratamento

Na forma úmida, injeções intraoculares de antiangiogênicos (anti-VEGF) são altamente efetivas pra estabilizar a doença — quanto mais precoce o início, melhor o resultado. Na forma seca, o acompanhamento inclui controle de fatores de risco (tabagismo, pressão, colesterol) e suplementação específica em estágios intermediários.

Prevenção e fatores de risco

  • Idade acima de 60 anos.
  • Tabagismo — o principal fator modificável.
  • Histórico familiar.
  • Exposição prolongada ao sol sem proteção UV.
  • Dieta pobre em antioxidantes.

Perguntas frequentes

DMRI cega totalmente?

Não. A DMRI afeta a visão central; a visão periférica costuma se preservar. Mesmo em casos avançados, o paciente enxerga o suficiente pra se locomover — mas atividades finas ficam prejudicadas.

Existe tratamento pra DMRI?

Sim, principalmente pra forma úmida — com injeções intraoculares de antiangiogênicos que estabilizam a doença. A forma seca é acompanhada com controle de fatores de risco e suplementação específica.

Qual a diferença entre DMRI seca e úmida?

A forma seca é a mais comum (cerca de 85% dos casos), evolui lentamente e envolve o acúmulo de drusas na mácula. A forma úmida é menos frequente, mas mais agressiva — surgem vasos anormais sob a retina que sangram e causam perda visual rápida. As duas exigem condutas diferentes, por isso o diagnóstico com OCT é decisivo.

Injeção no olho pra DMRI dói?

Não. A aplicação é feita com anestésico em colírio, dura poucos segundos e a maioria dos pacientes relata apenas leve pressão no momento. É um procedimento ambulatorial, com alta imediata.

Quantas injeções de anti-VEGF são necessárias?

O esquema mais usado começa com 3 aplicações mensais, seguidas de reavaliações periódicas pra decidir a próxima dose. É um tratamento contínuo — parar por conta própria costuma resultar em piora visual.

Como saber se tenho DMRI em casa?

O teste de Amsler é um autoexame simples: uma grade quadriculada com um ponto central; se as linhas aparecerem tortas, apagadas ou distorcidas em um dos olhos (tampando o outro), procure avaliação. Ele não substitui o exame médico, mas ajuda a detectar mudanças cedo.

Suplementos pra DMRI funcionam?

A fórmula AREDS2 (vitaminas C e E, zinco, cobre, luteína e zeaxantina) demonstrou reduzir a progressão da DMRI seca intermediária pra avançada. Só é indicada em estágios específicos — não é vitamina de prateleira pra qualquer paciente.

Agende avaliação com Dr. Bruno Nogueira

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